Ser Diferente é a Nossa Luz: O Alto Custo de Viver uma Vida Idealizada
- Giovane Franco Terapeuta
- 15 de nov. de 2025
- 4 min de leitura

O vazio que você sente hoje tem um nome: é a distância criada entre quem você realmente é e aquela versão idealizada de si que luta para existir. O que nos leva a esse ponto de nos sentirmos perdidos e em profundo vazio?
Para mim, uma das respostas está na distância que você cria de si mesmo. Esse distanciamento pode ser uma das causas da perda da capacidade de reestabelecer o fluxo natural da sua sabedoria interior, que é aquela voz que deveria direcionar você para sua autodescoberta e propósito.
O problema é que esse distanciamento torna-se progressivo. Nós nos prendemos tanto nas idealizações de como temos que ser para agradar, para conseguir pertencer ou para fazer parte, que acabamos adoecendo o corpo e a alma.
O Alto Custo da Idealização: Fugindo para o "Faz de Conta"
Talvez esse não seja um tema totalmente novo para você, mas eu acho que precisamos olhar de verdade para as implicações que esse processo de ficar idealizando e fantasiando uma versão de si mesma traz para a vida.
Veja bem, não estou falando aqui do desejo de melhorar ou dos seus sonhos (embora seja crucial ficar de olho nesse último, viu?). O que eu estou falando é das consequências de você fugir da sua realidade atual para um lugar de conforto, usando isso como um mecanismo de sobrevivência.
Quando nos distanciamos de quem somos, ignoramos nosso sistema de orientação interno. Pense assim: você é um navio com um GPS altamente preciso, mas insiste em ignorar suas coordenadas internas para seguir o farol dos outros navios que parecem mais rápidos, mais bonitos ou mais seguros. Ao seguir só a rota externa, a pessoa não só perde o próprio rumo, como se desgasta por navegar em águas que, no fundo, não foram feitas para a sua jornada.
Sintomas da Fuga: 5 Comportamentos de Sobrevivência
Quais são os sinais práticos de que você está vivendo mais nesse "faz de conta" do que na sua luz real? Eu separei 5 exemplos de comportamentos que mostram essa fuga:
"Eu passo o dia imaginando como seria se..." Você gasta horas preciosas na fantasia, criando cenários perfeitos onde é a versão idealizada de si mesmo, em vez de investir essa energia na realidade para dar o primeiro passo.
"Eu fico olhando para as pessoas pensando como seria se eu fosse..." A comparação social se torna uma obsessão. Você mede seu valor pela régua alheia e usa a vida dos outros como um roteiro de fracasso para a sua própria vida.
O Camaleão Social: Você muda sua personalidade, opiniões e até o humor dependendo do grupo social para buscar aprovação constante, perdendo a coerência de quem você é.
A Coleção de Certificados: Eu busco constantemente por novos cursos ou metodologias, acreditando que só serei "bom o suficiente" quando tiver o diploma ou a validação externa, adiando a ação prática.
A Procrastinação Perfeccionista: A pessoa adia projetos importantes e sonhos sob o pretexto de que precisa de mais tempo ou de ser mais perfeita, quando, na verdade, está apenas fugindo da responsabilidade e do risco de ser quem realmente é em público.
O Caminho de Volta: Reencontrando a Sua Luz e Propósito
Tais comportamentos de evasão já nos ajudaram no passado. Mas, quanto mais o tempo passa, menos essa estratégia funciona. Ela só nos leva para um monte de "faz de conta" onde nos distanciamos cada vez mais de nós mesmos. É aí que você começa a vivenciar a dor real: o vazio de si.
Para sair desse ciclo, o caminho é a Autodescoberta e a Aceitação. Reverter esse processo exige coragem para:
Reconhecer e Aceitar o Vazio: O primeiro passo é parar de fugir e acolher a sensação de que algo falta. O vazio, quando encarado, deixa de ser um buraco e se torna um espaço em branco, pronto para ser preenchido por sua essência.
Ouvir a Realidade Interna: Dedique tempo para estar sozinho, sem distrações (sem redes sociais, sem compulsões). Pergunte-se: "O que eu realmente sinto?", "Quais são meus limites?", "O que me nutre de verdade?". Preste atenção aos sinais do seu corpo, ele está sempre na realidade.
Investir no Pertencimento Genuíno: Busque conexões e grupos onde você possa ser valorizada por quem você é, e não pelo que você aparenta ser. O verdadeiro pertencimento nasce da autoaceitação.
Mapear-se com Compaixão: Você se desconhece, volta para o começo e se dá conta de que não sabe muita coisa sobre si. Eu acredito que a realidade interna, com o que há de bom e de ruim, é tão real e concreta quanto a realidade externa. É hora de fazer um mapa mental dos seus sentimentos, pensamentos e comportamentos.
Se você não aprendeu a dialogar consigo, este é o momento crucial de encarar o vazio.
Meu Trabalho: Acompanhando Sua Jornada de Retorno
Eu sei que iniciar esse diálogo e encarar o mapa interno pode ser assustador. É por isso que o meu trabalho se dedica a ser o guia de apoio nessa travessia.
Como profissional, meu foco é ajudar você a:
Iluminar a Sombra: Acolher sem julgamento as partes de si que você evitou ou idealizou, transformando a autocrítica severa em autobondade.
Integrar o "Eu Real": Desenvolver o diálogo interno e a coerência, garantindo que suas escolhas e ações estejam alinhadas com seu verdadeiro propósito e não com a expectativa dos outros.
Transformar o Vazio em Potencial: Usar a sensação de vazio como o ponto de partida para se encontrar, ajudando você a se tornar um ser verdadeiramente único e autoafirmativo.
Lembre-se: Ser diferente é a sua Luz. Mas, para que essa luz brilhe, você precisa primeiro parar de fugir para a sombra da idealização e aceitar o mapa que está dentro de você. Se você está pronta para iniciar essa jornada e encontrar a paz que reside na sua essência, estou aqui para caminhar ao seu lado.
Referências:
Este texto foi concebido e estruturado com base nos princípios e ensinamentos contidos nas Palestras do Guia Pathwork®, que abordam profundamente temas como o Eu Real, as Imagens (idealizações) e a Conexão com o Fluxo da Vida.



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