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Onde termina o peso e começo eu? A coragem de pertencer a si mesmo


Lar Interior

Chego aqui hoje cansado, sentindo que carrego o mundo inteiro nas minhas costas. Que pesos são esses que sufocam o meu Ser? Onde foi parar aquela sabedoria que me faz discernir o que é meu e o que é do outro?


É preciso a gente se tocar: em que momento você aceitou o papel de carregar o peso, ou pior, o papel de ser o próprio peso na vida de alguém? O que acontece na nossa vida para que essa dinâmica comece a se repetir?


Às vezes, eu me pego pensando:

  • Eu tenho que dar tudo para você me dar algo em troca?

  • Eu tenho que ser quem você quer para você ser comigo?

  • Eu tenho que me anular, me esconder e me abster de quem eu sou só para você me aceitar?


É aqui que a dependência emocional nos engana. A gente passa a acreditar que o nosso valor depende do quanto o outro nos valida, do quanto o outro nos olha. Viramos reféns de uma aprovação que nunca chega, porque estamos tentando preencher um buraco interno com as mãos de outra pessoa.


O que eu estou evitando olhar?


No fundo, a pergunta que dói é: o que eu estou evitando lidar? Será que é a minha própria rejeição por mim mesmo? É como se eu gritasse para o mundo: "Goste de mim e me ame, porque eu ainda não sou capaz de fazer isso por mim mesmo".


Uma vez me disseram uma frase que marcou: "Ninguém vai gostar de você se você for assim". Mas "assim" como? Se eu não sei ser diferente de mim mesmo a cada momento? Que perfeição é essa que você exige de mim para eu caber no seu mundo? No fim das contas, se eu aceito isso por medo de ficar só, eu não estou sendo eu e você também não está sendo você.


A dor de não pertencer a si mesmo


Eu me pergunto: do que eu fujo quando quero me acolher em lugares onde eu claramente não caibo? Será que é tão difícil assim sentir a solidão, o vazio de estar só, a dor de não ser compreendido ou o fato de não pertencer a nada?


A verdade é que dói muito mais não pertencer a si mesmo. Essa dependência de querer ser aceito a qualquer custo nos afasta da nossa própria casa.


Existe um desconforto enorme quando falo sobre isso... é pesado, é desanimador, é triste. É o momento em que a gente percebe que não encarar a verdade é projetar as próprias sombras nos outros e ainda se achar a vítima. Assim fica fácil! É como se disséssemos: "Dê conta de mim, porque eu mesmo nem sei por onde começar. Será mesmo? Ou será que eu só não quero abrir mão do conforto de ser cuidado como uma criança?


A hora de finalmente ficar de pé


É preciso assentir à verdade, reconhecer. É preciso saber que papel a gente ocupa e ter a coragem de desapegar, de se desidentificar desse peso e "desescolher" essa forma de viver que a gente já não dá mais conta. Romper com a dependência emocional é, acima de tudo, aceitar que o único colo que pode nos salvar de verdade é o nosso.


Se você sente esse peso agora, não fique triste. Esse desconforto é um bom caminho. É o sinal de que você está parando de se diminuir para caber no outro... e começando a crescer.


Eu não quero ser um peso para mim, quanto mais para você. Eu escolho ficar de pé.







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Giovane Franco 

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